Con el permiso de Milan Kundera lo traduzco y escribo:

27 10 2009

“En trabajos prácticos de física, cualquiera alumno puede hacer experimentos para verificar la precisión de una hipótesis científica. Pero el hombre, porque no tiene sino una vida, no tiene ninguna posibilidad de verificar la hipótesis a través de experimentos, de manera que no sabrá nunca si cometió errores o ha acertado al obedecer a uno sentimiento.”

“Tiene que ser así o eso podría muy bien haber ocurrido de otra manera.”

Por el azar decido continuar estudiando fotografía en la USFQ – Universidad San Francisco de Quito. Por el azar entro en el teatro exactamente el día en que Juan José Antonio Avilés, mais conhecido como Pepe Avilés enseña su trabajo fotográfico junto a Pedro Meyer y una otra chica estadounidense. Ni tanto por el azar decido tomar clases de fotografías con él en el semestre siguiente, ya que será profesor de ay. Por el azar cuando regreso de Brasil ya había perdido una semana de clases, pero me deparo con un hombre profesor encantador, interesante y súper exigente. Por el azar tenemos la misma edad, somos del 61 de la generación “banho maria” como nombro a esta nuestra generación. Por el azar me voy al Pobre Diablo, lo que me gusta mucho, y me certifico que tenemos mucho en común. Por el azar me enamoro de él. Ha sido necesario siete “por el azar” para llegar a esta conclusión. Finalmente, por el azar leo Milan Kundera y hoy, por el azar, compré “La Ignorancia”.





Sobre el azar:

25 10 2009

hay una frase de un cantautor brasileño que ilustra muy bien nuestra charla de ayer, aunque yo no este totalmente de acuerdo, dice así:

“El azar nos protegerá mientras yo ande distraído”

Pensar que en la vida es una cuestión del azar nos quita  cualquier tipo de responsabilidad ¿no te parece?

Espero que mi correo electrónico y mi presencia ayer no haya complicado tu vida, pero disfrutar de tu compañía me complace, mucho más que tu puedas imaginar.

Te llamo mañana para saber se vas con nosotras a la cárcel.

 





Menino Garzón

20 10 2009

Encontrei Carlos e a poesia que um dia fiz e dediquei a ele.

carlos pblog





Encontros

19 10 2009

Hoje buscando um velho amigo pela internet o encontrei.

Carlos foi meu primeiro amigo quiteño, me apresentou a literatura equatoriana, pois trabalhava na livraria Ms. Books, na qual costumava passar minhas tarde frias de Quito. Li muito o que ele recomendou. Logo depois se apresentou como um poeta preciso, dedicado, delicado e profundo. Gosto da poesia do Carlos. Tenho seu primeiro livro, Erial, autografado.Um dia também o presentiei com uma poesia, mas não consigo encontrá-la, vou procurar. mas enquanto isso fiquem com Carlos e sua sensibilidade.

Carlos Garzón Noboa

Carlos Garzón Noboa

SELECCIÓN POÉTICA

ESCRITO EN LA ARENA

Me repugna la compañía de los débiles:
comunes aves para cielos tan altos,
pequeñas bocas para senos tan grandes.

Yo, la sed insaciable, el extranjero,
fatigo los desiertos persiguiendo un oasis
y arrastro serpientes atadas a mi voz.

Quien tenga pies de hierro
que abandone sus sandalias y me siga:
MI SUDOR INCENDIA LOS CAMINOS.

CIMA DEL SUEÑO

Del céfiro,
el humo se defiende en espirales,
mientras piadosas manos enlazadas con el cielo
apaciguan los astros.

Abajo,
sobre un nido de rocas,
desdichados amantes que ardieron al marcharse
vislumbran con sosiego el vuelo hacia otros cuerpos de sus almas migratorias.

¿Cómo no haber intentado enjaular aquel destino,
cuando soñamos que unas aves muy diáfanas,
ajenas al clamor de sus celestes celadores,
se perdían en la noche?

Ascendamos también nosotros:
los amados, los siempre solos,
hasta esos nevados lechos de nuestros amantes que se fueron
y descansemos al lado de quienes todavía duermen.

AQUELLA AVE DE LA VOZ…

Sembrada por mis labios,
la vid de las palabras se marchita.

A pesar del oficio, la Escritura no basta:
será ceniza, mas ¿tendrá sentido?

El fuego afila sus guadañas,
mientras mi voz emigra hacia el Silencio.

Cae una lágrima
en el jardín de los incendios.

HERÁLDICA

¿Hacia qué miserables campos del honor
nos aventuramos los poetas?
¿A quién legaré la espada de mi lengua,
si todas sus conquistas las recuerdo amargas?
¿Qué vano emblema coronará mi lápida,
ahora que sobre el crisol de la página
el oro retorna al cilicio de los óxidos?
¿Exhumará la memoria cualquier vestigio,
alguna ínfima certeza,
o, si al nacer de los labios de la ausencia,
lo que perdure no sea más que el silencio
iluminando estas líneas cuando muera?

SAGA

Sin Reino,
me exilio en el silencio
y canto.





Lembrei do meu bairro

9 10 2009

Vendo essa narração de Xaiver Velasco, escritor mexicano, também fiz um passeio pelo meu bairro da minha infância.

Xavier escreveu um livro que gosto muito “El diablo guardiã”





Viver a vida

3 10 2009

Geralmente não assito novelas, mas gosto dos atores que trabalham nas novelas do Manoel Carlos e de como ele costura as tramas. E também vejo as novelas dele porque, confesso a vocês, o meu grande sonho de consumo é morar no Leblon, pertinho da casa do Nuzman, de preferência, já que a Olimpiada está de moda no Rio de Janeiro e colocou a “cidade maravilhosa” mais na moda ainda. Sem contar que meu segundo nome é Helena.

Aliás, já repararam que nas novelas dele não exitem pobres, ou melhor, os pobres também moram no Leblon, como se morasse no Leblon fosse baratinho,  se o apartamento é próprio, no mínimo, seu proprietario pagou a bagatela de R$700 mil reias e se for alugado deve pargar por volta de uns R$3.000,00,  além da cota de condomínio que não deve valer menos que R$700,oo.

Mas mesmo sendo de mentirinha é bom sonhar com coisas boas, com uma vida que não é a sua, mas que faz você correr atrás de melhorar a sua.

Enquando não realizo meu sonho de consumo, vou vivendo feliz da vida no meu bairro de subúrbio, vou vivendo sob a proteção de Todos os Santos.





Hoje é o dia…

28 08 2009

… do meu aniversário e me sinto um pouco mais sábia e me deparo com essas palavras que muitos já conhecem, mas que sempre é bom relembrá-las inclusive eu.

IDENTIFICANDO A NEGATIVIDADE

O 8 de Copas surge como posição de aconselhamento neste momento de sua vida, Sylvia. A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso. Esta é a hora de separar o joio do trigo, de encarar a necessidade de abrir mão de todas as coisas as quais você se apega, mas que não fazem mais sentido. Pode ser um processo doloroso, mas você entenderá como se trata de algo necessário. Confie! Deixe o tempo passar, ele cura todas as feridas. O que não vale é ficar se lamentando aos quatro ventos, pois isso lhe tornará alguém pouco atrativo, com quem as pessoas não desejam estar. Lembre-se que a pérola, como dizem os poetas, nasce do sofrimento da ostra. Neste momento, talvez seja bastante útil observar o sofrimento dos outros, a fim de que você perceba que há outras pessoas com dores muito mais sérias do que as suas. Quando cuidamos da dor do outro, o nosso próprio sofrimento parece se aquietar.

Conselho: Vá além de sua própria dor. Supere-a!





Preciso de um trago FORTE

28 07 2009
Hoje eu escutei da minha bruxinha que era boa e que continua sendo boa, a seguinte afirmação:
É vou acabar acreditando que a FELICIDADE não existe.
Eu digo pra minha mãe bruxinha.
Existe sim. O problema é que ele surtou disso eu tenho certeza!
E sei que ele vai voltar.




Capítulo 7 – Para o enamorados

22 07 2009

“Toco tua boca, com um dedo toco a borda da tua boca, a desenho como se saísse da minha mão, como se fosse a primeira vez que sua boca se entreabrisse, e me basta fechar os olhos para desejar tudo e recomeçar, faço nascer cada vez a boca que desejo, a boca que a minha mão escolhe e a desenha no teu rosto, uma boca escolhida entre todas, com soberana liberdade escolhida, por mim, para desenhá-la com minha mão no teu rosto, e que por um acaso que não tento compreender, coincide exatamente com tua boca que sorri por baixo da que minha mão desenha. Tu me olhas, de perto me olhas, cada vez mais de perto e então jogamos o jogo do ciclope, nos olhamos cada vez mais de perto e os olhos crescem, se aproximam entre si, se superpõem e os ciclopes se olham, respiramos confusos, as bocas se encontram e lutam mornas, mordendo-se com os lábios, apoiando apenas a língua nos dentes, jogando com seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então minhas mãos buscam entrar no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância escura. E nos mordemos, a dor é doce, e nos afogamos em um breve e terrível absorver simultâneo do hálito, essa instantânea morte é bela. E existe só uma saliva e só um sabor de fruta madura, e eu te sinto tremer em mim como uma lua na água.” Capítulo 7 – Rayuela / Julio Cortázar – Tradução (descompromissada) de Sylvia Arcuri





Mudanças

15 07 2009

Já mudei muito na minha vida, me refiro a deslocamento físico, de casa, de cidade, de país. Já mudei muito o meu visual, grisalha, cabelos longos cacheados, medianos, careca, agora com cabelos meio cobre, ou alguma cor parecida. Já mudei de profissão, mas cada dia que passa me convenço que sou mesmo professora e morrerei na sala de aula, ou dentro de uma escola, educando, melhor, tentando educar, passar algum conhecimento. Já mudei de maridos, de namorados. Mas nunca mudei de família e nem de amigos, mas sinto que os amigos mudam, diminuem o contato, conseguem outros amigos. Como sou de natureza fechada e seletiva quando o assunto envolve pessoas eu fico perdida quando as que eu escolhi, somem. Tenho que me acostumar a mais essa mudança na minha vida.